07/01/16

O três dele

E aqui fomos nós de novo. Depois da aventura que foi seu nascimento, você também não tem deixado nem um pouquinho mais fácil te criar. Voluntarioso, teimoso, cheio de manias e briga - e como briga! - pelo que quer com unhas e dentes (ou melhor dizendo, com pulmão e lágrimas).

Mas você está crescendo e amadurecendo visivelmente, o tempo todo. Apesar de ainda ter o pavio curto (sem trocadilhos,seus mente suja), você já entende que quanto mais rápido acalmar, respirar fundo e negociar, mais fácil são as coisas. Sou obrigado a confessar que isso é um alívio para o seu pai, já não quero vender você para o circo com tanta frequência (mentira, nunca quis e afinal quem iria comprar). E como você está carinhoso! A cada "colo, papai", a cada abraço, a cada "eu te amo", a cada preocupação com sua irmã, sua mamãe e comigo eu me encho de orgulho de saber que estamos criando uma pessoinha do bem, alegre e que se preocupa com os outros ("Papai, você tá feliz?" sempre que apronta alguma desmonta qualquer bronca).

Você está tão ligeiro quanto a Cat era na sua idade (a história da galocha - e tantas outras - é impagável: "Rafa, que linda sua galocha! É pra chuva?" "Não, é pra mim!"), tenho a terrivelmente deliciosa certeza de que, juntos, vocês darão muito trabalho para a gente. E estou ansioso por todos esses desafios que ainda virão, e ao mesmo tempo curtindo tanto essa fase atual, que dura tão pouco tempo.

E você também está cada vez mais criativo, inventando (e contando) histórias  incríveis, sem pé nem cabeça, e cada vez mais longas e ricas e cheias de personagens inventados nesse cérebro maravilhoso.

Feliz aniversário, meu filhote. Eu SEMPRE estarei feliz enquanto estiver ao seu lado. Te amo!

Papai

26/11/15

Paciência é uma virtude...

...que me falta muito.

Ok, aviso: o tema desse post é pereba e é meio nojento então lê quem quer. Teje avisado(a).

Quem me conhece sabe (e quem não me conhece percebe rápido também) que o apelido carinhoso de "ogro" não era por acaso e eu não sou lá muito inteligente em alguns momentos, apesar de tecnicamente ter o QI relativamente alto.

Ingual certas pessoas.

Enfim, para resumir a história, estou com uma berruga (tá, não é exatamente isso, mas não sei o nome técnico, é um câncer de pele daqueles benignos que não são nada) na cabeça há algum tempo, que machucou e volta e meia sangra um pouquinho.

Eu sei, eu sei, já fui em um dermatologista, ele deu prioridade para outras pintas "mais graves", ela entrou na fila para arrancar (na época não estava sangrando), aí mudei de emprego, outro plano de saúde, esse médico não aceita, tive que ir em outra dermato, puta mulher enrolada do caralho, ficou de enviar e-mail para marcar a cirurgia, aí não fazia a cirurgia quem fazia era o médico parceiro dela de clínica que - surpresa! - não atende pelo plano, aí fiquei puto porque óbvio me senti enganado, mas preciso fazer essa porra então ia fazer de qualquer jeito, mas daí que o e-mail nunca veio e não fiz muita questão então eu e minha verruguinha estamos aí, num relacionamento sério em que a gente se tolera e ela sangra de vez em quando ou seja, quase uns casamentos que já vi por aí.

E quase um episódio de Futurama.

Enfim, hoje tomei banho e sequei a cabeça com todo o cuidado do mundo e mesmo assim a diaba sangrou. Aí me irritei, peguei a escova de cabelo e escovei com uma certa raiva.

Lembra que falei que às vezes não sou lá muito inteligente? Então.

Sangrava um pouquinho de vez em quando, né.

Hoje sangrou pacaráleo.

>_<

08/11/15

Alma do negócio

Deixa eu dedicar um pequeno espaço para colocar uma notícia que me chamou um pouquinho a atenção. Essa é das melhores (ou piores?) que já li. Registrem o que eu digo: se Tyrone Burgo um dia tiver um blog e criar uma seção de “decisões brilhantes”, e fizerem um concurso regional de decisões brilhantes, ele vai qualificar para o campeonato nacional de decisões brilhantes, ir para o Japão concorrer no mundial de decisões brilhantes (que alguns rivais invejosos anos mais tarde chamarão de "intercontinental de decisões brilhantes", mas não vem ao caso), vai ganhar do Real Madri das decisões brilhantes de goleada e vai levar o troféu fácil fácil.

Vamos brincar de RPG, amiguinhos: você é um cara mau. Um traficante. Mora na região barra pesada de Boston. Dirige um carro roubado, e colocou nele placas frias. Você dirige com a habilitação suspensa. Você é FODEROSO, resumindo! Um cara mau bagaráleo. Um GTA da vida real. V1d4 L0k4. Mas aí, um belo dia, você nota que as vendas de coca baixaram (e lá nem tem a Dolly pra culpar) ou simplesmente não estão crescendo na velocidade que você esperava. O que você decide fazer, mano?

A-) Mano, meto umas azeitona nos concorrente!
B-) Brou, convido uns truta pra vender pra mim e ampliar minha zona de atuação!
C-) Véio, ANUNCIO NA INTERNET que vendo drogas e coloco meu telefone para contato!!! Propaganda é a alma do negócio, nénão?

Assumindo que você não é um mamífero completamente acéfalo, você escolheu “A” ou “B”, certo? Pois nosso amigo Tyrone escolheu “C”. Sem zoeira. A polícia de Boston simplesmente ligou em seu telefone e agendou uma “compra”, mandando um detetive disfarçado. Quando efetivou a compra, anunciaram a prisão. Simples assim. Êêêêêê lerê. Tenho alguns amigos policiais e se todas as prisões fossem fáceis assim... ou todos os bandidos fossem burros assim... Imagina só: é o equivalente ao Maluf mandar um extrato do banco Suíço onde ele esconde a bolada, sem querer, para o Imposto de Renda ao invés do contador dele nas ilhas Cayman (quem nunca, né). Fala sério! ¬¬

Já dizia muito bem meu sábio avô, quando vivo: “Se vai fazer alguma coisa errada, faça direito!” – claro que ele era o cara mais certinho que já conheci na vida, mas o conselho ainda é válido.

06/11/15

Foley

Uma curiosidade sobre a história do cinema (contada por um leigo que não sabe a história do cinema, então relaxem e aceitem a ironia - é bom avisar, antes que xinguem muito no twitter heheh):

No início veio o cinema mudo. Não demorou até que os estúdios e cinemas passassem a colocar trilha sonora ao vivo em seus filmes (não vou falar em datas, não faço idéia das datas! Nem sei se demorou pouco, na verdade. De repente demorou bagaráleo. Mas "Não demorou até" ficou legal pro texto), em geral nada mais que um pianinho, para ajudar a dar o "clima" com a trilha sonora. Então veio finalmente o advento dos filmes com som, uma grande revolução. E a experiência mostrou aos alienígenas hollywoodianos que o sistema mais eficiente – apesar de mais caro – não era gravar o som “ao vivo”, durante a tomada que estava sendo filmada: o vento e outros fatores externos (ruído ambiente) tiravam muito da qualidade e clareza do som que realmente importava – as falas dos atores e sons importantes para a história. Porrrrrrrrrrrrtanto hoje em Hollywood TUDO é dublado – inclusive os efeitos sonoros! Ou seja, além de atuar no filme (alguns não atuam tanto assim, eu sei...), depois os atores dão um "bis" dublando as próprias falas em estúdio.


E quanto aos sons??? Explosões, passos, vidro quebrando, socos, grilos, etc, etc etc??? Pouca gente sabe (de novo licença poética: não sei se pouca gente ou muita gente sabe, nem sei se de repente TODO MUNDO sabe, me deixa), mas existem profissionais especializados em "fingir" esses sons – são chamados de “foley artists”. São essas pessoas que, acreditem, são responsáveis por absolutamente TODOS os sons (menos vozes) que você ouve durante um filme (exceções à parte, é claro – sempre tem um ou outro filme, geralmente produções independentes - ou de artistas querendo ser “alternativos” - que não usam esse recurso. Ah, aliás: alguém aí além de mim já parou para se perguntar o por quê dos filmes brasileiros terem o som ligeiramente “estranho”? Pois é, em filmes tupiniquins, por questões de custo, isso em geral não é feito! Mas era feito, e muito, na época das radionovelas - uns trezentos e dezessete anos e meio atrás). E os caras fazem tudo isso com cada coisa nada a ver! Tipo, barulho de chuva já vi sendo feito com papel alumínio,

Aí foram um passo além: na propaganda abaixo, a agência da Honda na Inglaterra (não sei quem atende!) foi criativa, usando o processo de foley como a própria propaganda, alternando com imagens do carro. O resultado é incrível, dá a sensação de que você está ouvindo o carro, mesmo VENDO que são artistas de foley. Simplesmente perfeito.


Olha um link direto aqui.


O "ad" também está, é claro, no site da Honda inglesa (não quero ser processado, afinal de contas! Já não tenho dinheiro do jeito que tá...) O chato é que é um pouco mais pentelho de achar, tem que fuçar um pouco o site - em flash.


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....tá, tá... admito: tô sem inspiração, pôrra. Mas pelo menos tem algo legal pra ver e cultura no texto, ué! Reclamar do quê? =P

04/11/15

A humanidade não evoluiu - prova #2

Tive um tempo atrás a idéia de fazer uma série de posts, mas acabei esquecendo. Como estou caçando assunto, achei um bom momento para retomar. O primeiro post, falando da clara questão das seções de comentários, está aqui e apresento agora a segunda prova dessa conclusão tão óbvia!

É incrível como as coisas mais simples podem levar a grandes reflexões. Hoje pela manhã, por exemplo, li uma frase no elevador do hotel da convenção da empresa que me fez perder completamente a (pouca) fé que tenho na humanidade. Além do aviso para “por favor checar se o elevador está no andar antes de entrar”, que por si já é ridículo e absurdo – para mim, a questão é pura e simples: quem tem o dom de entrar no elevador sem ele estar lá MERECE. Isso melhora a humanidade, é seleção natural. Seria um substituto interessante para os monstros pré-históricos que caçavam os homens das cavernas e devoravam os mais burros ou menos capazes/velozes/aptos. Hoje em dia a questão não é tanto física quanto intelectual, afinal a probabilidade de você ser devorado vivo enquanto atravessa a Faria Lima para bater aquele rango na hora do almoço é bem pequena. Não é nula, mas é bem pequena.

Powtaquepariu, que absurdo o quanto eu divago para falar de um assunto só!

Enfim, o que eu li foi que para economizar energia elétrica a dica do mês é “utilizar o elevador corretamente”. Obviamente é destinado a alguém que escapou da seleção natural – não sei como essa pessoa sobreviveu alguma vez a atravessar a rua, por exemplo. Usar o semáforo corretamente não é lá muito diferente de usar o elevador. Estou imaginando alguém entrando no elevador e olhando com cara de bobo o painel com os botões: “Hmmm... eu quero ir para o 5º andar, então... vou apertar... esse aqui!” *aperta o 1S* “Droga, não deu. Vou tentar... esse!” *aperta o 11*. Só piora que o hotel tem tipo DOIS andares, é algo como pegar elevador "level very easy".

Sinceramente, são coisas como essa que me dão a certeza absoluta de que falhamos como espécie. Aliás, acredito que devemos dar uma mãozinha para a seleção natural e programar todos os elevadores para aleatoriamente abrirem as portas sem o elevador está lá. Após retirar todas as plaquetas de aviso, claro. Com o tempo, vejo duas possibilidades: ou a humanidade se extingue (não custa sonhar...) ou pelo menos tornar-se-á mais inteligente. Aceito mais sugestões para subirmos um pouco a barra seletiva do serumano, se tiver alguma.

30/10/15

Periculosidade

Ser policial é perigoso e isso ninguém ousa contestar. Mas algumas vezes os fatos de ser um trabalho naturalmente perigoso e o ser humano ser inerentemente idiota se mesclam de uma forma tão engraçada quanto imbecil. E não é coincidência, na opinião desse humilde e também (imbecilmente) humano cronista, o fato de que a maior parte desses eventos vem dos Estados Unidos.

Iowa é um estado idiota em um país de idiotas. Vamos chamá-lo de “Idiotalândia”, para demonstrar seu potencial. E foi lá, em uma cidade chamada Davenport, que a polícia procurava um bandido. Eles demarcaram uma área a observar e colocaram policiais à paisana procurando o suspeito de assalto. Um certo detetive foi abordado por um certo idiota, McCory Slemmons, que o acusava de encarar sua esposa. Slemmons tirou um par de NUNCHAKUS (de onde eu não sei) e chamou o detetive pro pega. O policial calmamente mostrou seu distintivo e mandou Slemmons colocar os nunchakus no chão para ser revistado. Mas ao invés de obedecer, o brigão decidiu simplesmente virar as costas e ir embora. Foi preso, sob acusação de “ataque armado” (estou tentando traduzir os termos legais americanos o melhor que posso aqui...) e “embriaguez”.

É sério isso: a melhor estratégia que o imbecil conseguiu criar foi fingir que nada aconteceu e sair andando??? O que será que ele pensou? “Hmmm... droga, chamei para a briga um policial, mostrei uma arma e além de tudo tô bebaço. Já sei! Vou simplesmente fingir que nada aconteceu, ele vai achar que delirou!!!” Lamentável. Ele podia chegar para o policial e dizer: “Tem de creme?” Clássicos nunca morrem.

Cara, eu já encarei algumas esposas no meu tempo, mas nunca fui atacado por um maníaco com um nunchaku. Não, péraí... teve uma vez... acho... foi... Não, nunca fui mesmo. Teve um japonês uma vez, na frente de uma unidade da Cultura Inglesa, que... ah, meu, essa pode virar um post, deixa eu fazer as histórias renderem aqui.