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06/05/2020

Chandler

*Flashback de 1986/87*

Meu pai jogava bola todo final de semana, religiosamente. E me levava junto, para que eu jogasse com a molecada, os outros filhos da turma da pelada ali. Depois, a sagrada "cervejinha" com os amigos, enquanto eu tomava um refri e ficava escutando o bate papo deles (o resto dos garotos ia... sei lá o que ia fazer, eu nunca fui social demais e preferia ficar ali perto, para voltar logo para casa e para ouvir o papo dos adultos). 

Sempre tinha os "coroas" (na real eram mais novos do que eu sou hoje! hahahah) que ficavam se gabando de que poderiam ter sido profissionais, com alguma desculpa sobre o que tinha feito eles irem em outra direção. E eu lembrava de ficar maravilhado, pensando "nossa, que legal, estou aqui com esses quase jogadores profissionais!" (pô, dá um desconto: eu só tinha 7, 8 anos). Mais velho, ainda ouvindo as mesmas histórias, caçoava deles mentalmente enquanto ouvia e pensava no tanto que aquilo era só papo, "como podem falar tanta merda, tanta mentira, e todo mundo ainda concordar?? Se fossem bons mesmo, tinham sido profissionais"

*Corta para ano da desgraça de 2020. Dia 06 de Maio.*

Eu queria postar uma coisa no twitter hoje, mas me deu medo. Era o poeminha que escrevi esses dias, sei lá, achei legal a melancolia dele, achei que cabia em twits, e realmente me ajudou a clarear a cabeça. Mas bateu tanta insegurança que não o fiz.

Não é que eu ache que escreva mal. Também sei que não sou um grande escritor. Mas sempre gostei tanto de escrever, que a fantasia de que eu poderia ser escritor se me dedicasse, se "tivesse tempo", é uma parte grande de mim, do que sou. É reconfortante. Me dá uma crise de ansiedade real oficial pensar no que faria se fracassasse em algo que amo tanto, que tem tanta importância para mim (ler é provavelmente o hobby que mais amo na vida, sem querer ser presunçoso de maneira alguma - não arroto que só leio coisas de "alta qualidade", nem menosprezo o que outras pessoas leem. Mas confesso que já fiz isso, quando jovem. Tem que acabar o jovem). A mesma coisa com ilustração. Eu talvez tivesse algum talento, não sei, mas a real é que eu nunca fui atrás de verdade - e, nesse caso, eu inclusive tive oportunidade, e acho que é porque eu sabia que seria devastador se não desse certo.

Lembrei de Friends.

O que Chandler sempre quis fazer na vida era algo que fosse criativo (oi), mas precisava trabalhar (oi²) e arranjou um emprego em que se deu bem, mesmo sem dar muita importância (oi³) - e justamente por isso, que fazia com que não tivesse medo de arriscar, tornou-se bom naquilo. Com o tempo desenvolveu uma boa carreira, com bom salário, e foi ficando cada vez mais e mais difícil pensar em fazer qualquer outra coisa.

Eu sempre brinquei que era o Chandler por ser um loser com as mulheres e mesmo assim acabar com uma Monica e pelo senso de humor, pelo sarcasmo. Mas pqp, quando menos esperava, tá aí mais uma coisa em que posso dizer que sou como ele - claro, sem estar em uma "feel good sitcom", não tem como largar tudo para "focar na carreira que realmente gosta" (e, sendo sincero, uma grande diferença é que eu gosto bastante do que faço, me sinto bem realizado - ainda bem!) e isso ter alguma chance de dar certo.

Mesmo assim, essa fantasia é, paradoxalmente, a coisa mais real que eu tenho e não me sinto pronto ainda para abrir mão dela. Não sei por quê é tão difícil - teoricamente, eu não tenho nada a perder. Já faço algo que curto, sendo "bem sucedido" e isso é apenas um hobby, certo?

Certo?

Então por quê? Além de tudo, a máxima de que "o medo de perder tira a vontade de ganhar" (valeu, pôfexô!) dita que se eu não publico, ninguém lê, se ninguém lê, jamais vou poder tornar esse hobby minha principal atividade. Uma equação perde-perde pra coach nenhum botar defeito. Mesmo assim essa barreira mental permanece.

Qual a conclusão?

Vish, e eu lá sei*? Vim desopilar aqui justamente porque não tenho resposta alguma - e sejamos francos: dá uma olhada em tudo que postei aqui, eu por acaso tenho cara de quem tem alguma resposta pra qualquer coisa? Mal aê.
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27/10/2015

Desafio

O problema é que dialogar é difícil. Muito difícil. Argumentar, respeitar e compreender o ponto de vista do outro, enxergar o mundo de maneira que não seja absolutamente egocêntrica - tudo isso exige esforço, porque somos animais que naturalmente tentam proteger seus interesses. Sua prole. Sua caça.

Maneiras de pensar diferentes da nossa se tornam imediatamente uma ameaça. Se EU não acho algo "certo", não quero que NINGUÉM possa fazer esse algo. Se eu considero algo "normal", eu quero que todos se comportem dessa exata maneira. De certa forma, somos todos assim, mesmo que seja óbvio que algumas pessoas são muito mais esforçadas em impor sua visão do que outras.

Ou será que apenas em assuntos diferentes? Tenho uma amiga, por exemplo, cristã super devota, que não se opõe ao casamento gay. Aliás já conversamos a respeito e nas próprias palavras dela: "não é nem algo que deveria ser discutido, de tão óbvio: todos têm que ter os mesmos direitos, ponto final" - e isso incluía adoção, etc. Mas se o assunto for trânsito, por exemplo, ela já acha que todos os que cortam pela faixa da direita para virar à esquerda merecem pena capital, e ela passa horas estragando discorrendo em qualquer happy hour sobre esse assunto.

Ou seja, viver realmente em democracia, com direitos iguais, é uma batalha contra nossos instintos. Não é natural. Ter que ouvir - e RESPEITAR - opiniões diferentes, aceitar que nossa visão de mundo não é unanimidade universal, que o que consideramos importante não tem a mesma importância para um governo eleito, é difícil demais. Mesmo que esse governo tenha sido eleito pela maioria das pessoas, não consigo conceber que pensem tão diferente de mim, que estejam tão "errados". A certeza que muitos tinham (e, mesmo depois da investigação e recontagem pelo PSDB ter apontado que não houve fraude, muitos ainda têm) de que as últimas eleições para presidente haviam sido fraudadas é um excelente exemplo disso. Pessoas discordando de um governo e não aceitando que talvez para outros tantos esse governo possa ter feito sentido. Ao mesmo tempo, uma vez que apoiei determinado partido ou governo, me torno praticamente incapaz de criticá-lo com o afinco que dedico a criticar "o outro lado", quando na verdade deveríamos avaliar uma gestão e cobrá-la de acordo, seja qual for o partido (não citei partidos aqui de propósito porque tenho certeza absoluta que cada lado vai entender essa frase como uma alusão direta ao seu partido versus o outro partido e vai ser divertido ler qualquer comentário ou xingamento, já deixei a pipoca no microondas).

Essa semana tivemos também a incrível polêmica do ENEM, aonde uma redação com tema sobre a violência contra a mulher foi considerada "doutrinação de esquerda". Não acho que as pessoas que afirmaram isso realmente tenham refletido sobre o que estão falando, elas simplesmente não conseguem aceitar que nada que venha de quem pensa diferente possa fazer sentido, possa ser benéfico, possa ser bem feito. Rejeitar imediatamente é uma reação natural ao que é percebido como ameaça - a loucura disso tudo, porém, é que pensamentos diferentes não deveriam ser considerados ameaças, obviamente. Mas estamos de tal maneira polarizados nessa discussão, pela incapacidade de dialogar e absoluta falta de empatia, que se torna uma.

Transparência total: eu sou de centro (mas não é ficar em cima do muro. A melhor descrição é essa aqui, do Chris Rock). Tem muitas coisas que acho interessante terem um viés mais social, e muitas coisas que acredito que devem ser regidas por lei de mercado, sem interferência estatal. Sou definitivamente "capitalista". Mas tenho diversos amigos "de esquerda" e "de direita". Convivo bem com todos, por entender a importância de considerar diferentes opiniões, e tenho amigos bem radicais para os dois lados, para os quais eu deixo a mensagem abaixo:

Nem todo mundo que pensa como você é seu amigo.

Nem todo mundo que pensa diferente de você é inimigo.

No final das contas afirmo categoricamente, por experiência própria: não é tão impossível assim ouvir os dois lados. E estou cada vez mais convencido de que é a única maneira de conseguirmos avançar.

22/10/2015

Desabafo

Se alguém me perguntar qual foi a maior decepção da minha vida, posso dizer que foi, sem dúvida alguma, um "ex-tio" meu.

Porque eu amei esse cara como a um pai. Durante muito tempo quis ser como ele, quis agradá-lo, impressioná-lo - mais a ele até que ao meu pai de verdade. Foram quase 30 anos de amizade, de carinho, de admiração. Recíprocas. Sei que fui quase um filho para ele também durante esse tempo todo. Sem as barreiras e cabos de guerra de uma relação pai e filho, isso se tornou uma amizade ainda maior. Durante muito tempo, foi para mim a definição de família.

Nunca imaginei que a separação dele da minha tia fosse ter o impacto que teve de afastá-lo tanto. Quando nasci ele já era meu tio,  então nunca pensei em temos de "sangue". Era meu tio e pronto. E foi essa minha decepção. Porque hoje ele não é nada. Há quase 6 anos que não aparece. Foi na maternidade quando nasceu minha filha e nunca mais. Furou em vários convites para nos visitar depois disso. Nem conhece meu filho.

Um fraco. Caso tenha se deixado afastar pela dificuldade da separação, a reação da família, sem falar comigo, é um fraco idiota. Se foi porque está saindo com minha ex-mulher (sim, tem essa também, minha vida em algum momento virou roteiro de novela mexicana ruim) e ficou com receio da minha reação, de novo sem falar comigo, é um fraco mais idiota ainda. E, pior de tudo, se foi porque minha ex QUIS que ele cortasse relações e ele ACEITOU, é além de tudo um completo covarde.

Odeio admitir isso porque tanto dele faz parte de quem eu sou. Do meu gosto musical à minha maneira de ver o mundo, fui muito influenciado por ele. E me dá raiva pensar no que isso significa. Mas vou resolver isso comigo mesmo, afinal SEI que influência, no fim das contas, não quer dizer nada: cada um escreve sua própria história. E também sei que é tarde demais para confrontá-lo com isso, e nem saberia encontrá-lo se quisesse. Mas faz bem desabafar e perceber o quanto a admiração virou desprezo, e mais ainda: o quanto podemos continuar em frente, não importa quantas vezes (ou quão seriamente) nosso coração é partido.

17/12/2012

O que Connecticut diz sobre nós?

Estou pensando sobre a tragédia de Connecticut. Como pai, é basicamente o meu pior pesadelo, realizado. Inconcebível, aterrorizante, imperdoável. Todo o sofrimento daquele caso do Realengo (e outros tantos ao redor do mundo) novamente. Me recuso a dizer ou escrever aqui os nomes dos covardes responsáveis pelas tragédias. Eles não terão, pelo menos em mim, a posteridade que esperavam. É a minha maneira de puní-los.

Claro que é pouco. Ridiculamente pouco. Mas cada um lida como pode.

Já acho covarde, medíocre e fraco quem sai atirando a esmo. Mas tenho que acreditar que há um lugar especial no inferno para quem machuca crianças - de qualquer maneira (pena que não acredito em inferno. Mas acredito em carma, BITCH).

De qualquer forma, acho que a essa altura já disseram tudo que poderia ser dito sobre o caso em si. Confesso que não li ou vi quase nada - sempre que tentei, as primeiras linhas, os primeiros depoimentos, já faziam meus olhos encherem d'água. Mas estou pensando, desde que ouvi falar as primeiras coisas sobre o que aconteceu, no porquê dessas coisas acontecerem com tanta frequência em países onde teoricamente as pessoas tem mais qualidade de vida e onde têm melhor nível educacional, mais conforto. O que estou pensando aqui é que o ser humano é muito, muito arrogante.

Explico.

Achamos que evoluímos e estamos tão acima dos outros animais (tão acima que quase sempre esquecemos que somos, nós próprios, animais) por conta de nossa capacidade de comunicação e da habilidade de pensar. Na verdade o que percebo cada vez mais é que dominamos muito pouco essas habilidades. Principalmente a de pensar. Nosso organismo desenvolveu a capacidade, mas acho que ainda não a domamos - nem nos damos a oportunidade de fazê-lo, porque ainda estamos na infância desse processo: na fase de explorar nossos limites. Vamos desenvolvendo a tecnologia e relações interpessoais complexas, e jogos, e conectando o planeta inteiro quando nem ao menos podemos ficar sozinhos, refletindo, sem enlouquecer. Vemos a questão das solitárias em prisões ou qualquer situação de isolamento e a maioria das pessoas não aguenta. Claro que nem todo mundo pega uma arma, alguns simplesmente surtam.

C.Q.D

Precisamos estar ocupados e pensando em algo, ou o ato de pensar em si nos devora (nossa, empolgadaço agora para entrar em uma complexa análise de como o mito da esfinge pode representar perfeitamente essa luta introspectiva: "Decifra-me, ou devoro-te". Mas não vou. De nada.). E talvez seja por isso que esses surtos violentos aconteçam na maioria das vezes em países mais "desenvolvidos": são os locais onde as pessoas têm mais tempo livre, sós com seus pensamentos (historicamente têm menos preocupações, ao mesmo tempo em que são sociedades culturalmente mais fechadas e/ou individualistas). E aqueles com menor capacidade de se conectar (algumas pessoas o fazem através de um videogame online e já estão satisfeitas), que acabam isolando-se mais, não aguentam. E quase sempre é o caso de quem faz algo assim, os comentários são "era recluso", "parecia bonzinho, mas não o conhecia". Não. Ninguém o conhecia.

Eu provavelmente estou errado sobre essa ser a causa, talvez até sobre ser mais frequente em países desenvolvidos (e se for o caso, tenho certeza de que aparecerão diversos bons samaritanos para me xingar educadamente corrigir-me nos comentários). Estou apenas filosofando um pouco sobre o acontecido, porque eu, como tantos outros, preciso acreditar que tenha um motivo: o mais assustador é considerar a hipótese de que não haja motivo, é como olhar para o abismo, para o nada - puro desespero.

Mas quanto mais observo as pessoas, mais convicto fico de que estou certo quanto à nossa imaturidade com relação ao pensar. Quantas pessoas você conhece que:

1) Não sabem ficar sozinhas?
2) Não pensam antes de agir?
3) Estão sempre muito ocupadas, correndo de um problema para o outro, e engolem seus sentimentos? (de maneira exagerada)
4) Se metem na vida dos  outros (seja na boa, "a amigona", ou intrometida mesmo, a sogra
a fofoqueira/stalker/recalcada), ignorando a própria existência insignificante? (o famoso "macaco que não vê o próprio rabo")
5) Fazem merda mas não pensam muito sobre isso porque já estão ocupando-se fazendo outras merdas? (o famoso "tapando o sol com a peneira")

Entre as pessoas que perguntei (foi uma amostragem melhor do que as últimas pesquisas do Datafolha), 100% delas se enquadra ou conhece alguém que se enquadra em pelo menos uma dessas 5 categorias - e muitas, muitas patéticas vezes, mais de uma. Quando percebermos que somos realmente tão subdesenvolvidos, talvez possamos trabalhar em evoluir o que realmente importa: nós mesmos.

Triste.

17/02/2012

Ronaldo está saindo pior que a encomenda

Gosto do Ronaldo atleta. Puta cara.

Não suporto o Ronaldo empresário. Seus comentários (que foram bem analisados pelo jornalista Vitor Birner em seu blog, aqui e aqui) têm sido não apenas infelizes - como achei de início - mas demonstram uma falta de escrúpulos que não imaginava no fenômeno. Maquiavélico mesmo. Aliás, esse segundo comentário infeliz do Ronaldo, sobre o Ricardo Teixeira, me motivou a deixar um comentário no blog - coisa que não faço com freqüência. E aí por pura falta de assunto resolvi compartilhar por aqui, até para registrar o que penso sobre o assunto mais diretamente. Porque em blogs grandes os comentários ficam perdidos entre 200, 300 outros e ninguém lê, então não sinto que meu desabafo foi realmente feito. Aqui, pelo menos desopilo - mesmo que ninguém vá ler também. hahahah

Há que se separar muito bem o Ronaldo atleta – aquele de seguidas superações improváveis, coração grande (vários companheiros de times já declararam que ele é um grande colega, que cuida bem de seus companheiros), gols belíssimos e futebol brilhante (também cuida bem da bola) – do Ronaldo empresário, homem de negócios. Esse último tem mostrado que cuida muito bem…. de seus negócios.

É muito interessante para sua empresa que a Copa seja no Brasil. É muito interessante para sua empresa que ele esteja à frente do COL, COI, CBF, congresso, ABL, sindicato, presidência do time de pebolim e o que mais ele conseguir assumir conforme o Ricardo Teixeira precise de laranjas e testas de ferro para suas operações sinistras – e nem acho que Ronaldo se envolva nelas, ele é inteligente demais para isso. Mas seus negócios beneficiam-se das posições que “ganha” (porque “conquista” é vergonhoso nesse caso), dos efeitos das decisões ridículas de nossos representantes públicos. E, como homem de negócios inteligente, sem se envolver na lama a usa para benefício próprio – se ele for menos inteligente do que dou crédito é capaz que esteja chafurdando nessa lama também. Mas, sinceramente, duvido.

E no final das contas, se comprovadas as acusações, ele pode (e vai) "fazer o Lula" e declarar que “Fui pego de surpresa, enganado por pessoas que conhecia e não tinha por que desconfiar delas, que vi fazerem tanto por nosso futebol e por nosso país… nunca imaginei que poderia ser verdade, estou em absoluto choque e revoltado com essa atitude, me sinto traído”.

Duvida?

21/10/2011

Comentários

Eu geralmente respondo os comentários nos próprios comentários, é legal interagir com as pobres almas que quem lê o blog e se dá ao trabalho de comentar. Mas algumas pessoas especiais merecem atenção especial. É o caso da Aline, pessoa muito especial que visitou um post de algumas semanas atrás, uma piadinha sobre a Gillian Anderson e a Nigella. Ela deixou o seguinte comentário:
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Aline Freitas disse...
Comentário de quem realmente não entende nada de alimentação saudável, deve ser gordo e deve dizer que se acha feliz sendo assim. Traumatizado. O nome do blog da diz tudo... é um ogro mesmo... que deve comer só porcaria e achou essa fórmula ridícula de justificar sua alimentação péssima... mau gosto esse blogzinho, aposto que vai apagar esse post, para que as pessoas não compartilhem da mesma opinião que a minha... fraquinho!!!
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Foto: pessoa muito especial
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Sabe, Aline, eu não ia responder porque mamãe ensinou que devemos ser superiores a pessoas ignorantes que fazem ofensas gratuitas. Mas o que você falou realmente me magoou... porém me abriu os olhos – pegou no meu ponto fraco: o fato de que estou gordo! Sabe, eu venho me enganando de que sou feliz sendo assim, mas já tentei perder peso e é muito difícil, comer é muito bom e tudo que é bom engorda, não é mesmo? Vou deletar o post, de verdade, e mais que isso - já que achou fraquinho, vou deletar o blog todo. E vou além, vou me deletar logo é da vida e me matar!
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Aiai, o que eu faria sem você? <3

HAHAHAHAAHAHHAHAHAHAAHAHHAHAHAHAHAHAHAHA *engasga*
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Nossa, Aline, quanta raiva por algo tão tolo! Você sabe que isso é frustração sexual, né? Ser muito reprimida dá nisso, recomendo dar uma boa trepada para relaxar um pouquinho. Mesmo que você seja MUITO feia, sempre vai ter algum bêbado disposto a te comer. Sério, homem é idiota assim mesmo. E ó, vai te fazer bem! Vou te ajudar com algumas dicas, que nunca testei (graças a deus nunca tive esse problema) mas foram recomendadíssimas por trolls do twitter e trolls colegas de trabalho especialistas renomados:
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1 - Dê de maneira normal, na posição que considerar mais agradável.

2 - Caso o item 1 não resolva, dê meia hora de bunda. Anal às vezes desentope essa frustração constipada toda.
3 - Caso nem o item 1 nem o item 2 resolvam, lave uma pia de louça. Ou uma pia e meia.
4 - E uma trouxa de roupas.
5 - Nada resolveu? Jé-suis, então você é simplesmente mal resolvida mesmo. Tem certeza de que não é gay? Hoje em dia isso é bem aceito pela sociedade, querida. Libere-se!
6 - Caso item 5 afirmativo, 3 palavrinhas fariam maravilhas: strap on e KY.
7 - Caso item 5 negativo, gostaria de recomendar um 38 recomendo terapia.
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A menos que você seja menor de idade (o que explicaria as ofensas de primário e a falta de capacidade de interpretação de texto / raciocínio – bom, explica se você tiver menos de 8 anos). Nesse caso, por favor não faça nada de natureza sexual. Comece a lista do item 3, e pule o item 6. Releia.
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Quanto a sua sugestão de apagar o post...
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HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH²
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Sério, não dá para explicar DE NOVO que o post é uma brincadeira, não adianta apelar para o lado racional de alguém burra demais para perceber isso sendo que o texto DIZ que é uma piada. Faz o seguinte: lê a lista de novo para garantir assimilação.
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MAS a raivinha tola gerou um post (ruim, mas ainda assim), então acho que devo um obrigado a você! :* no S2
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15/10/2011

Bye bye Jobs



Já faz 11 dias que o Steve Jobs morreu, e eu não tinha comentado muito sobre o assunto ainda. Mas o fato de que depois de tanto tempo isso ainda gera tanto pano para a manga me fez resolver escrever sobre o assunto (até para manter o blog vivo, ainda que respirando por aparelhos).
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Não, na verdade não é sobre a morte do Steve Jobs que eu quero falar. O que realmente me desperta o desejo de dar uma opinião são as pessoas escrotas (como sempre) que consideram o cara Deus ou que criticam quem acha o cara fera.
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Também não vou perder tempo dando a biografia do cara: se está curioso(a), lê a Wikipedia. Basta saber que o cara foi um dos fundadores da Apple e basicamente criou a Pixar (após comprá-la da Lucasfilms, para quem não sabe ele não fundou a Pixar - mas sem dúvida fez dela o que é hoje), entre inúmeras outras coisas que fez. Ou seja: o cara é um dos responsáveis pelo MUNDO hoje ser do jeito que é, ponto. Sua influência é imensurável, tanto nos aspectos tecnológicos quanto culturais. Mimimis a parte, a moral da história é essa - se hoje você está lendo esse texto (que falta do que fazer, hein, meu? ;P ), agradeça ao Steve Jobs. Sim, entre outros caras, mas quê importa? Foi ele quem morreu (e quem vier falar do cara da linguagem C vai levar uma voadora na orelha! Sifudê).
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Mas nenhum argumento me deixa mais irritado com a humanidade do que dois conceitos que ainda ouço freqüentemente: o argumento de que o cara era um santo, um homem perfeito e infalível e completamente altruísta e a famosa frase "Ah, ele não era tão genial e sim usava as pessoas, só fez por dinheiro, era um chefe cruel, grosso, estúpido, bobo feio chato e carademelão, não é modelo para ninguém".
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Mas confesso que as primeiras me incomodam menos do que as segundas. Na verdade, não consigo levar a sério quem idolatra o Steve Jobs e ao mesmo tempo tenho plena consciência de que não sou ninguém para criticar e cada um tem o direito de ter o ídolo que quiser, é uma escolha puramente emocional. As pessoas têm até o direito de não pesquisar sobre seus ídolos e falar merda, achando que eles inventaram tudo que existe, da roda ao iPhone 4S. Não consigo não ser demasiado condescendente com esse povo, então nem vou falar tanto dessa parte - nem sei muito bem o que é esse negócio de ter ídolo, o mais perto que cheguei desse tipo de idolatria foi na adolescência com a Silvia Saint.
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Acima: também não é deus (pena),

mas é muito melhor que um iPhone

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Meus amigos e minhas amigas, vou falar algo bastante chocante e só falarei uma vez, então prestem atenção (ou não, e se for esse o caso releiam depois quantas vezes quiserem - ou precisarem - para entender direitinho): Steve Jobs fundou e presidiu uma EMPRESA, não uma RELIGIÃO (e sei que seus fãs mais exaltados - aka súditos, aka macfags - vão discordar disso, mas acreditem em mim, é um fato). Ele não fez o que fez para ser modelo para ninguém - e se virou modelo de algo, devia ser de motivação profissional ou modelo de visão de negócios e SÓ. Ele não reconheceu a filha (até aí, se você é brasileiro deve ser fã do Pelé e o cara tem mais processo de paternidade contra ele que o iPhone tem cópias e você continua achando o cara o melhor jogador de futebol do mundo da história), foi um grande filha da puta em vários aspectos. E ele queria sim ganhar dinheiro, e ganhou - muito, mas MUITO MESMO. Mas nos últimos anos trabalhou com salário anual de 1 (UM) dólar. Isso não faz dele um santo assim como ganhar dinheiro não faz dele o capeta. Ele era sim um chefe dificílimo de lidar, intransigente, grosso, mandão, controlador. Mas a porra da empresa era "dele". Trabalha lá quem quer (e não venham com papinho de "quem precisa", tem empresa bagaráleo no mundo, vai pra Apple quem quer), e ele sendo o chefe as coisas são do jeito dele e acabou. Foda-se! Qualquer dessas coisas tira o mérito do cara?
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Negar a importância do Steve Jobs e criticar quem ficou chateado com sua morte é mais ou menos como tentar negar que Henry Ford foi responsável por revolucionar os meios de transporte. Sem ele o mundo também não seria como é. Ele não criou o automóvel em si, não era o maior gênio de seu tempo. A "única" coisa que fez foi criar uma maneira de baratear a produção - e portanto popularizar, e é essa a chave - e assim fazer com que o mundo fosse capaz de ter acesso a carros, hoje uma frota de aproximadamente 1 BILHÃO de carros. Sem ele, provavelmente carros ainda seriam tão caros que a frota seria algo próximo da de helicópteros, algo em torno de 100 MIL (civis) em operação no mundo. "Ah, alguém mais pensaria nisso" - quem garante? Olhar para trás hoje é muito fácil, mas naquela época ninguém teve a sacada que ele teve e não existe maneira alguma, sem soar como um absoluto idiota ignorante, de declarar com certeza absoluta que mais alguém pensaria no que ele pensou. Isso não existe, não dá para saber - de repente mais alguém teria pensado, de repente não. O que se sabe é o que aconteceu, e só. E, no caso em questão, o que aconteceu foi que Steve Jobs estava no centro da maior revolução tecnológica da história e criou o mundo que conhecemos hoje. Não sozinho, não foi o único, não foi "bonzinho" e não foi o maior gênio envolvido nisso, mas foi protagonista desse processo.
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E você, o que tem feito ultimamente?

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31/03/2011

Pessoas Interessantes

Eu conheço demais e você deve conhecer alguma também (ou muitas também, dependendo de quão sortudo você é). Fato é que essas pessoas interessantes, ou seja, cheias de interesse, estão em todo lugar e aparecem quando você menos esperar e elas precisarem minimamente de você.

No meu caso, elas brotam até da privada quando faço xixi de manhã (o que é uma droga, porque me assusta e eu mijo no banheiro todo; perco um tempão limpando depois). Saca a figura: me chamava de amigo, irmão, blablablá. O tempo e a distância causaram inevitável afastamento, mas amigo que é amigo passa tempo sem se ver e nada demais, certo? Mas o cara me manda uma mensagem sem nem perguntar da minha nova filha, da minha mulher, nada. Só “Oi, tudo bem? Preciso de... ”

Porra, neguinho é sem noção, né? Nem pra fingir interesse?! E sabem o pior? O pior é que eu ainda ajudo. Dou umas cutucadas, adiciono a pitada básica (e ácida) de ironia, mas ajudo. Sou meio trouxa assim, mas ó, prefiro deixar o karma agir. As pessoas recebem o que merecem, e eu tendo a jogar energia positiva por aí. Na medida do possível, claro, também não vou me matar para ajudar quem não merece – em compensação, por quem merece eu dou a vida.

Mas enfim, não sei nenhuma receita para nos livrarmos das pessoas interessantes. Já me disseram (e tem certa razão lógica) que o caminho é inverter o papo, algo do tipo: “Claro que faço/ajudo, mas aproveitando, que ÓTIMO que você ligou/escreveu! Sabe o que eu precisava? Meu, precisava muito de um amigo pra me ajudar a pintar o apartamento todo esse final de semana...” que esses entes cheios de interesse tendem a desaparecer. Eu ainda não testei, porque sou uma criatura emocional e mesmo com provas cabais de que essas criaturas não nutrem o mesmo sentimento de amizade que eu, no fim muitos são pessoas por quem EU tenho algum tipo de carinho. E os que não estão nesse patamar eu em geral convenientemente ignoro. Mas se você testar ou tiver outras sugestões mais legais (ou cruéis, afinal nunca se sabe), pode mandar que eu agradeço. Por conta da minha profissão, esses seres proliferam demais – algo como fungo e bactéria em ambiente úmido, ou corrupto onde tiver obra pública. É fróids.
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19/10/2009

Feijãozinho mágico

Algumas semanas atrás recebi uma notícia bombástica: tem um feijãozinho ou feijãozinha vindo por aí.


Pô, diz aí se não parece um feijão? Ou um bisco polvilho?
Mas na verdade é um MiniOgro ou uma MiniCake.


Pois é: vou ser papai. Claro que isso é de certa forma assustador. Afinal é uma powta responsa. E o medo de estragar o rebento como meus pais me estragaram??? A tendência é piorar, afinal... Tá, é exagero, meus pais fizeram um trabalho razoável - mas outras coisas também assustam um pouco (tipo artigos sobre o consumo de fraldas de um bebê: 4 MIL nos primeiros dois anos, em média - em média! E é claro que filho meu vai ser cagão, então já tô estimando o dobro. Nos próximos dois anos vou trabalhar basicamente pra pagar imposto e comprar fralda e hipoglós). Acabou a "brincadeira" de arriscar nos empregos, por exemplo: gerenciar reestruturações e startups arriscados e tal. Mas quer saber? Não ligo. Estou curtindo a viagem DEMAIS para me importar com esses detalhes.

Na verdade curti muito a idéia desde que descobrimos, com um teste de farmácia. E apesar disso nada, nada mesmo, me preparou para o primeiro ultra-som (ultrasom? ultra som? Odeio a reforma gramatical). A imagem foi isso aí, achei bacana mas... é, sou o orgulhoso papai de um borrão ou uma borrona. Quando o dotô ligou o áudio, entretanto, o mundo parou. Congelou. Foi a coisa mais emocionante pela qual já passei na vida ouvir o tumdumdum hiper-acelerado (hiper acelerado? hiperacelerado?) do que só posso supor ser um filhote de beija-flor (beij... ah, dane-se), e não estou falando do Neguinho da. Bom, espero que não.


O ultrasom mostrou que está tudo perfeito - no aspecto físico, no psicológico tenho muito tempo pela frente para causar estrago. heh. Mais notícias por vir, ainda não sabemos o sexo, por exemplo (mas sonhei que é menina, hein?).

Obrigado, Mô, pelo ano mais felomenástico da minha vida. Eu te amo demais. Você é a pessoa mais especial do mundo, e me faz muito feliz. E isso me dá a certeza absolutamente de que vai dar tudo certo - até porque é bom ter alguém que não vai me deixar estragar a pimpolha ou pimpolho tanto assim.


Mas vou tentar. ;)
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27/08/2009

Fim da picada

Era inevitável. Começa a faltar assunto e a gente desmotiva de escrever, e acaba tendo que tomar uma decisão como essas - decisão, aliás, que todo mundo que tem blog toma mais cedo ou mais tarde. É por isso que, sem mais delongas, anuncio minha primeira lista Top-qualquer-coisa (resposta de questionários, que já pintaram, não contam...) com os 10 álbuns que eu considero mais fodásticos na história da música!

10 - Trans-Siberian Orchestra, Beethoven's Last Night



O álbum é maravilhoso, uma ópera rock com música clássica na guitarra e composições próprias (no melhor estilo Broadway). Simplesmente fantástico, adoro a união de rock e clássica. Em uma palavra: ducaráleo.

9 - Ramones, Brain Drain



Quem disse que precisa de mais do que 3 acordes para fazer música legal? Esse álbum eu ouvi pela primeira vez quando tinha uns 14 anos, e foi uma completa revolução mental para mim. Eu não sei definir Ramones de outra forma além de "é legal pra caralho".


8 - Iron Butterfly, In-A-Gadda-Da-Vida


A música título tem a abertura mais foda da história da música, ponto. E o álbum é um exemplo fantástico do rock cru e psicodélico que precedeu o heavy metal (estilo que, curiosamente, não curto nem um pouco).


7 - Guns and Roses, Appetite for Destruction


Ok, bem década de 80 e Guns não é exatamente um "clássico eterno" da música, mas acho esse álbum foda. Ganhei a fita K-7 de uma prima no meu aniversário de sei lá, 9 ou 10 anos, e ouvi até gastar. Se bobear ainda tenho em alguma caixa por aí, e é o tipo de álbum que não tem tempo ruim para ouvir. Sweet Child o'Mine? Presente. Welcome to the Jungle? Também. Paradise City? Mr. Brownstone? My Michelle? It's So Easy? Anything Goes? Desse álbum também. Praticamente tudo de foda que o Guns já fez na vida está aí. Praticamente.

6 - Queen, A Night at the Opera


Ouvi muito pequeno e sempre achei a coisa mais fantástica do mundo. Que outro adjetivo usar para um álbum que tem
Bohemian Rhapsody, Love of My Life, You're My Best Friend e '39? - e mais velho, quando fui comprar pela primeira vez o CD (pirataço n um camelô, confesso), veio com duas músicas bônus que eram para ser desse álbum mas foram guardadas para depois: simplesmente Tie Your Mother Down e We are the Champions. Ok, não fazem parte da versão oficial do álbum, mas quem se importa? Me marcou pra caramba e é até hoje um dos meus álbums favoritos.

5 - Jethro Tull, Thick as a Brick


Da abertura ao último segundo, essa ópera-rock de 43 minutos e 50 segundos é duca. Mudanças de ritmo, orquestra, diversos instrumentos e uma letra carregada do típico sarcasmo inglês, tudo isso em puro róquenrôu.


4 - Joe Satriani, Surfing With the Alien



Eu não sou muito fã de virtuosos da guitarra. Para mim sempre foi punheta musical, adultos brincando de "quem toca mais rápido", mais notas e por mais tempo. Um saco - até eu ouvir esse álbum pela primeira vez. Joe Satriani tem um estilo que puxa para o Blues e valoriza mais a musicalidade e o ritmo do que a velocidade. O resultado? Um orgasmo musical (como qualquer mulher já saberia, aliás).


3 - Oasis, Definitely Maybe



Quando ouvi Oasis pela primeira vez, fiquei hipnotizado. Eu tinha uns 15 anos, e Live Forever estreava na MTV às 3 horas da manhã. Sei-lá-que-VJ-ridículo(a) anunciava no programa que era a primeira vez que o clipe passava no Brasil. Quando a música acabou, a primeira coisa que pensei foi "Essa é a música mais fodástica dos últimos 15 anos FÁCIL!
Preciso desse CD!" E o que digo para você sobre esse CD? ESSA É A MÚSICA MAIS FODÁSTICA DOS ÚLTIMOS 30 ANOS FÁCIL! Se não conhece, você PRECISA CONHECER!

Repetitivo, eu? Imagina.


2 - The Beatles, Abbey Road



Ouço Beatles desde antes de nascer, e é a melhor banda de todos os tempos, sem dúvida. Mas é claro que, quando era pequeno, acabava mais atraído por álbuns mais "brit pop" - Twist and Shout na cabeça! Achava esse álbum chato e meio que apaguei da cabeça, e só fui revisitá-lo bem mais velho. Assim como Ramones quando eu tinha 14 anos, aos 18, 19 foi esse álbum que causou uma revolução mental em mim, abrindo todo um novo mundo musical. 'Nuff said.


1 - Pink Floyd, Dark Side of The Moon




Ok, os Beatles são a melhor banda e isso é indiscutível, mas o melhor álbum do mundo é esse. Outra banda que ouço desde o berço (culpa dos meus pais e tios), mas só fui realmente entender mais velho. Achava chato e meio monótono quando criança, mas quando voltei a ouvir... não tenho palavras. Os solos de guitarra do David Gilmour mexem com a alma, cara. As letras do Roger Waters são bem pensadas e muito inteligentes (
Time é fodélica, Brain Damage é assustadoramente animal e Eclipse fecha o álbum com perfeição). Fora que, se tocar junto com "O Mágico de Oz", fica ducaralho. Se fumar unzinho então...

É isso, negada. Agora só falta começar a fazer memês gigantes, trocar selinhos de "blog mais fofuxo" e pedir votos pra "melhor blog ogro de bossalidades com o Shrek andando de moto com a Trinity".

É o fundo do poço, minha gente.
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03/06/2009

Concurso Cultural

Quero um leiáuti novo.

Um ano atrás, mais ou menos, ela me quebrou um galhão e fez o leiáuti bacanudo que você vê aqui. Mas já há algum tempo venho querendo mudar. Namorada já tentou ajudar, mas o DDA dela não vai deixar a bagaça ficar pronta nunca. Também tentei encontrar um leiáuti legal para Blogger, mas toda vez esbarro no mesmo obstáculo: os legais têm algum tipo de imagem no fundo (como esse), e com meus parcos conhecimentos não sei alterar para deixar com a minha cara (e pô, o Shrek com a Trinity é a minha cara, por exemplo).

Aliás, parcos conhecimentos é eufemismo: eu não manjo pantufas disso. Então vou pedir, ou melhor, comprar a ajuda de alguém.

O negócio é o seguinte: quer levar, na faixa, um DVD do filme "Um Sonho de Liberdade"? Faz um leiáuti bacanudo pra mim.

Algumas coisas que eu gostaria de ter nesse leiáuti:

- Três colunas, com o texto no meio (como esse aqui)
- Quatro daquelas "abas" para mudar de seção no blog - tipo home, about, etc. (como as desse modelo aqui)
- Não poluído. Quero algo simples. Aliás, esse template é um excelente exemplo: limpo, design muito legal... imagina a cara do Shrek ao invés daquela igrejinha antes do título de cada post? GENIAL! E ao invés dessa torre à esquerda, a imagem do Shrek peidando na lama, ou saindo do banheiro (ambas do primeiro filme, e ambas muito bem conectadas à qualidade do conteúdo do que eu escrevo)? Ducaráleo!

Enfim, também não quero encher de restrições e limitar a criatividade de ninguém - só quis passar a idéia geral. Quem mandar o melhor leiáuti, e por "melhor" entenda-se "o leiáuti que eu decidir usar" (então nem dá para roubar e favorecer ninguém), ganha o DVD de presente. Feliz aniversário! *bate palmas*

Tá, achou pouco o DVD de "Um Sonho de Liberdade" (filme fantástico, porém admitidamente não-pop), considerando a encheção de saco de fazer um leiáuti? Ok, então: quem ganhar leva "Um Sonho de Liberdade" e também "Batman: o Cavaleiro das Trevas".

Dois DVDs (um de cada, porra!) e não se fala mais nisso. Péraí, fala sim... se não for se aventurar a fazer, fasfavô de me ajudar a achar algum demente que o faça, ok?

É isso aí. De repente agora consigo renovar o leiáuti, porque se dependesse da minha competência... ficava do jeito que tá até o fim dos tempos.
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10/03/2009

A odisséia de Nina

Uns 5 meses atrás a gente adotou uma gata de pêlo azul (ela na verdade é cinza, mas o povo que gosta de gato é daltônico e chama isso de azul. Como todo médico recomenda não contrariar louco, vou deixar “azul”mesmo). Coisamarlinda, ela é toda esguia e é nacionalista, tem os olhos verdes e amarelos. Mas – e a gente tinha sido avisado disso – ela foi muito judiada, o que a deixou traumatizada e medrosa. A chamavam de “Menina”, mas como somos preguiçosos e achamos comprido demais, encurtamos para Nina.

Se fosse filhote seria mais fácil desfazer esse trauma, mas como ela tem qualquer coisa entre 1 e 15 anos (o site dizia 1 ano, mas quando vimos ao vivo os “gatinhos” para adoção – que no site eram fotos de filhotinhos de 3 ou 4 meses e na verdade já eram IMENSOS, com idade para tirar carteira de motorista – percebemos que não dava para confiar muito no site), o processo é mais complicado.


Traumatizada, Nina só ficava muito sozinha. Até jogava
basquete sozinha... só 21 parado, uma lástima!


Levamos para casa e não a vimos mais por um mês e meio, praticamente. Se escondeu embaixo da cama do quarto de visitas e de lá não saía – nem suborno com comida funcionou. Aliás, suspeitamos que ela comeu a raçãozinha que deixamos para ela nesse período, mas só porque ela não morreu de inanição e o outro gato continua vivo, sem nenhum membro faltando. SE e COMO ela foi ao banheiro não fazemos idéia. Eu particularmente suspeito que ela TRANSPIRA tudo. *nota: ok, fui avisado que gatos não suam e portanto revisei minha teoria – agora acredito que ela possui um sistema de combustão interna extremamente eficiente que não deixa resíduos. Já patenteei a gata e contatei a Toyota e a Honda para investigarem isso. Energia limpa é a onda do momento, vou ficar milionário.


...se isolava e vivia na internet, entrando em salas de chat do UOL
com
o nick "gatinha negra 22" e lendo scrap no orkut. Obviamente
isso não é saudável!

Por volta desse mês e meio, no entanto, ela conseguiu alguns avanços com a gata. Enfiando a mão embaixo da cama, conseguiu ENCOSTAR NA GATA. E pouco à pouco o encostar transformou-se em “fazer carinho”, e Nina gostou. E então vimos que de vez em quando ela estava EM CIMA da cama, um avanço incrível (claro que era só fazermos menção de entrar no quarto para ela sumir para o calabouço dela novamente...).

E agora... agora essa gata está muito abusada. Ela já anda pelo apartamento inteiro sem cerimônia com a gente em casa. Ela pede carinho, esfregando a cabeça em nossos pés (sim, no pé. De mão ela ainda tem medo). Ela fica toda curiosa quando estamos comendo ou jogando Wii, e enfia o focinho em nossos pratos na maior cara de pau. Ela segue a gente até a área, porque sabe que vamos colocar comida. E enquanto colocamos, ela MIA e reclama que está demorando (ou será que agradece? Nah, ela é um gato: certamente está reclamando).



Agora essa abusada até já dorme com a gente e se enrola no edredon!

Não sei nem começar a definir a alegria que dá ver essa mudança. Toda vez que alguém adota um bicho de estimação está salvando sua vida, fato. Mas no caso dela, além de salvar a vida ela mudou de um bichinho triste (porque vamcombiná que não dá para ser feliz passando 24 horas encolhido no escuro embaixo de uma cama) e medroso para um bichinho feliz, e isso é muito da hora.


E dorme com o Pingüim, corre pela casa, brinca e se dão porrada! Ou seja: igualzinho qualquer irmão e irmã!

É isso aí, pessoas. Adotem um bichinho, salvem uma vida e sejam felizes.
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20/02/2009

Eu sou brega demais, powtavida...

Um tempinho atrás, todo um povo fez uma lista de músicas perfeitas para curtir uma fossa. Aí ela e ela indicaram vosso ogro de plantão para continuar o meme. Como eu tardo mas não falho (ei, não reclama... bem melhor do que as coisas acabarem rápido demais, se é que me entendem), pensei aqui no que eu ouvia quando tava na fossa - e é uma área em que tenho muita experiência. Afinal, nessa coisa de amor eu já sofri bastante. /boiola

Ok: agora que já chorei as pitangas, tá na hora de ir para o Top 5 músicas deprê.

1. Autor/Intérprete: Lionel Richie
Música: Hello
Versos corta-pulsos:
O cara começa dizendo:
"I've been alone with you inside my mind (estive sozinho com você na minha mente)
And in my dreams I kissed your lips a thousand times." (e em meus sonhos beijei seus lábios mil vezes)

E raios, quem nunca se apaixonou de ficar imaginando beijos com a pessoa amada? Já começa pegando pesado. Mas aí vem aquelas dúvidas que todo mundo acaba tendo... e aí, será que ela já não tá com alguém?

" 'Cause I wonder where you are (porque fico imaginando onde você está)
And I wonder what you do (e fico imaginando o que está fazendo)
Are you somewhere feeling lonely (você está em algum lugar se sentindo só)
Or is someone loving you?" (ou será que alguém está te amando?)

É isso aí. E como nessas horas normalmente já é tarde demais... se fode aí.

2. Autor/Intérprete: A-ha
Música: There's never a forever thing
Versos corta-pulsos:
"It's alright now (está tudo bem)
Don't you cry now (não chore)
Hush... (shhhh...)
Wipe your tears away (enxugue suas lágrimas)
There's never a forever thing" (não existe essa coisa de 'pra sempre')

Porra, nada pior do que consolar alguém que acabou de se fuder, nénão? Pior que isso é se VOCÊ se fudeu e é o cara do A-ha te consolando. Alguém me companha numa overdose de rivotril???

3. Autor/Intérprete: Oswaldo Montenegro
Música: Lua e Flor
Versos corta-pulsos:
"Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar"

Powtaquepariw, um pescador que se encanta mais com a rede que com o mar... a imagem é linda demais. E diz muita coisa, me abstenho de comentários (CLARO que já passei por isso).

4. Autor/Intérprete: Djavan
Música: Oceano
Versos corta-pulsos:
"Assim
Que o dia amanheceu lá
No mar alto da paixão
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você, que solidão...
Esquecera de mim?"

Porque não adianta ser triste, tem que sofrer bonito.

5. Autor/Intérprete: Elton John
Música: Sacrifice
Versos corta-pulsos:
"We lose direction (perdemos a direção)
No stone unturned (
No tears to damn you (sem lágrimas para te amaldiçoar)
When jealousy burns (quando o ciúmes queima)
Cold cold heart (coração frio)
Hard done by you" (endurecido por você)

Essa é mais "dor de corno". No comecinho fala de "tentações"... muito suspeito. Nunca passei por isso exatamente... mas já namorei uma menina que namorava um cara - CASADO. Ou seja, fui o outro da outra. E a sensação também não é legal.

Bônus track
6. Autor/Intérprete: REM
Música: Everybody hurts
Versos corta-pulsos:
Caráleos, a música inteira!!

Escolhi músicas que ainda não tinha visto (ou não lembro ter visto, mas gente bagarái postou sobre isso) em nenhum outro post. Por exemplo, "All By Myself" é clássica, mas Raphinha já a mencionou. E queria muito pôr "Nothing Compares", da Sinnead O'Connor, mas o Junho já tinha posto. Ou "mentiras", da Adriana Gafanhoto. Mas a Dri já usou. E praticamente TODO MUNDO falou alguma coisa do Bon Jovi, cara. Mas vamocombiná que ele é amador perto dos que aqui estão.

É isso. Lembre-se de mim na sua próxima fossa e bjomeligaproporre! Porque como diria o Chandler:


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10/11/2008

Meu funeral - parte 2

Tempos atrás a Gabi criou um meme interessante (e meio mórbido) onde a idéia era imaginar como é que eu gostaria que fosse meu funeral. Até bolei uma resposta tentando ser engraçadinho, tudo como manda o protocolo.

Mas independentemente do funeral, até porque não sei se a robótica vai estar assim tão desenvolvida até lá, recebi por e-mail o que quero que seja meu túmulo. Já comecei a pagar o carnê do crediário e tudo, olha só que belezura:


Aceita um chopp, gata? Na sua tumba ou na minha?

Ok, agora posso dizer que não tenho medo da morte MESMO.
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04/09/2008

Ok, it's your funeral

Literalmente. A Gabi - que arrasou no Nike10K, onde é conhecida como Osvaldo - está numas de incluir deficientes, sabe como é... lei de cotas e talz, e então me convidou para um meme.

É, eu sei. ¬¬

Mas quer saber? Assim eu me sinto amado e querido tenho o que postar, o que é melhor que a alternativa, já que as coisas que têm acontecido comigo ultimamente são na maioria coisas que não se pode - ou se quer - postar. heheh E vou parar de fazer tipinho também, estilo ela - que tenta pagar de punk-roqueira mas ouve Dança do Vampiro - eu curto receber memes, comentários e links! Pôrra, significa que alguém lembrou de mim e quer saber mais de como eu sou, ou só brincar comigo que seja. E eu gosto de brincar.

Mas voltando ao assunto, a Gabi quer me matar. Ou pelo menos quer saber o que fazer comigo quando eu morrer. Ou melhor (oi?), o que EU quero que seja feito comigo quando eu morrer, tolinhos que não sabem que eu sou deus e portanto imortal. A resposta imediata seria: crema o minínu e espalha as cinzas em Reykjavík (só pra sacanear). Mas como ela quer saber que tipo de funeral eu teria, por um segundo vamos imaginar que fosse essa a opção. O objetivo aqui é selecionar o repertório do enterro/velório. A Gabi montou até um show de luzes e lasers que transformá-la-iam em purpurina (oi? Eric, certeza que a Gabi não é viado?). Eu sou (bem) mais simples.

Ou não.

Tenho um plano diabólico, porque afinal tenho que ser feladapowta até depois de morto - já contei para vocês que tenho passagem garantida pro inferno quando morrer? Pois é, de primeira classe e SEM ESCALA. Diz a lenda (que quem criou foi da família, só para vocês terem noção da falta de moral que eu tenho) que quando eu chegar no inferno o diabo tem sucessor e se aposenta (se bem que, depois que o Tonhinho Malvadeza, vulgo ACM, morreu, duvido que o capeta continue no poder). Enfim, ao plano, pois: (procrastination RULEZ)

Quero que toque Thriller. É, aquele.

Já imaginaram? A multidão de três pessoas (meu pai, minha mãe e minha irmã) que comparecer ao velório vai estar acotovelada, apertada pela falta de espaço no quartinho de limpeza da funerária, e então vem aquela entrada macabra: TÃAAAAAAAAAAM RÃAAAAAAAAAM PÃ-RÃ-RAM! Skidum-dum-dumdumdum PÁ skidum-dum-dumdumdum e a vozinha do MJ cantando. O bom é que nessa parte eu sei que vai ter um chororô grande: das criancinhas com medo. heheh

A música continuaria tocando e com certeza alguns que puxam meu lado sacana veriam a ironia e ririam de uma música de zumbis num velório. Mas tem mais. A parte genial do meu plano maldito viria no final, quando entrasse aquela risada macabra do fim da música. É que eu pediria pro pessoal da funerária instalar um sistema hidráulico no meu cadáver durante o "embalsamamento" (oi, eu invento palavras) que me faça levantar do caixão e fazer uma dancinha parecida com a do clipe - pôrra, assiste esse trecho do clipe (ou melhor, à partir do 1' 03" desse trecho) e fala pra mim se não parece um robozinho da década de 80? - babando e uivando eletronicamente. Eu levantaria do caixão de repente, com os olhos arregalados (e aquela lente de contato amarela lindona do clipe), e sairia fumaça - gelo seco - junto. E aí a dancinha, com aumento repentino do volume da risada diabólica. Já imagino o susto do pessoal (o que faria com que eu levasse pelo menos mais uns dois ou três comigo), que começaria a correr desesperadamente para todos os lados, se atropelando. Ia ser lindo. E pra quem acha que eu tô só de piada, aviso: JÁ FIZ PIOR. Mas isso é outro post.


Tá, essa não é a versão original. Mas é BEM MAIS DIVERTIDA. Recomendo!

Eu ia repassar o meme, mas quem eu quero ver morto não tem blog. Pena!

Brincadeira. Vou passar pra Rapha
- que ficou ofendidinha que com a indicação (ou falta de) do último meme; pra Dany - que tem essa veia melodramática e acho que vai curtir fazer esse (apesar que ultimamente, acho que vai ser velório nudista, a mulher só fala disso!); e cara, seria o máximo ver o que a Lelê, que é SEMPRE hilária e tem uma imaginação do cacete, faria com uma idéia dessas. AH! E o JÚNIOR, que ACHOU que tinha escapado - só para ele largar mão de ser besta (não que ele vá se sentir minimamente pressionado por causa de uma indicação minha, óbvio. Se eu fosse mulher a coisa seria diferente, APESAR QUE no Praga ele ficou me cheirando e dizendo que eu tava perfumado... sei não...). Gostaria de saber também o que a Ventania faria com isso, porque ela é bem doidinha, assim como a Kami, cujo blog não encontrei mais mas é bem mórbida e pode ter boas idéias.
E pra quem mais leu, tem blog e quer fazer. Ôuié! \m/

[update]: 10 minutos depois de postar, fui ver o que outros convidados do meme tinha feito e vi que o puto do Júlio teve a mesma idéia que eu e colocou Thriller. Mas colocou outras também (o cara tem DDA) e é BEM mais engraçado do que eu, portanto sugiro que leiam o post dele AQUI. Só pra constar, ele postou antes mas só porque eu demoro pra postar, meu texto está em processo desde ontem e blablabla nhénhénhé vãosefuderqueeunãodevonadapraninguém. Pronto. [/update]

[update2]: Cara, como tem tosqueira relacionada a Thriller!!! POR FAVOR VEJAM ISSO!!! Um presídio das Filipinas resolveu deixar seus detentos ensaiarem uma versão do clipe. Muito "gatinha" a menina (cof, cof) do clipe!!! (simplesmente hilário!)

Vamos lá, galera, todo mundo: créu velocidade 15!!!
[/update2]

27/08/2008

Top 10 trashogros

Outro dia o Bruno me deu uma tarefinha que achei interessante. Ele estava fuçando o iPod dele e descobriu que ouve muito lixo e gosta. E quem de nós não tem aquela tranqueira que secretamente (ou nem tanto, depois que posta num blog) AMA? Pois é, eu tenho as minhas também e até descobri que é muito pior do que eu tinha imaginado. Depois de clicar “postar” vou me matar, dá licença. Só vou parar para um café e cigarrinho antes, que afinal não sei se no inferno tem nada disso.

E sem mais delongas, aqui está o meu #tracklistdoinferno (valeu, tuítios), para vergonha geral da nação:

10 – Wham! – Wake Me Up Before You Go Go

- Lembra a época em que o George Michael ainda fingia que catava menininha e era parte de uma extra-ridícula boyband fraquinha que emplacou UMA música? É essa. Eu tenho. E gosto. Ninguém é perfeito, pôrra.

9 – Jackson5 – ABC

- Lembra a época em que o Michael Jackson era negro? Pois é, interessante pensar que quem tem menos de VINTE ANOS hoje não sabe que ele foi negro! (tá, foi para efeito dramático: SABEM que ele foi negro, mas nunca VIRAM AO VIVO o cara negro. Eu vi. Grandes merda). Nessa época, MJ era apaixonado por criancinhas da escola e tinha voz de menininha. Para vocês verem que nem tudo mudou.

8 – Tracy Chapman – Baby Can I Hold You

- Não sei se existe uma justificativa para um homem heterossexual ter essa música. Mas aí está. Os detalhes são que: 1-Sempre pensei que “Tracy” fosse mulher (é homem) Caraca, véi. Como diversas pessoas vieram me dizer, o cara é mulher mesmo! e 2-Eu tenho a manha de cantar junto. Inclusive o corinho “u-u-u-uuuuu” e tudo.

7 – Jackson 5 – Ben

- Essa aqui lembra muito a minha infância, época em que visitei a “terra do nunca” e conheci o quarto do MJ e seus brinquedinhos de inocência e amizades mais puras. Talvez a maior trasheria disso seja o fato de que essa música me dá vontade de chorar. E não é pela música ser ruim. Sério.

6 – Paul Young – Oh Girl

- Existem poucas baladas mais mela-cueca que essa. Eu cheguei a comprar um CD do cara, já que adoro essa música. Mas só essa presta mesmo. (e uso “presta” com licença poética. Mesmo).

5 – LS Jack – Carla

- Sou fã de baladinhas pop, é difícil evitar. Principalmente quando a letra não comete nenhum grande pecado, como rimar “roubar” com “notar” com “tirar” ou “amar” com “acordar”... Ops, quer dizer... ah, foda-se: gosto de baladinhas pop e é isso.

4 – Shakira – Hips Don’t Lie

- Essa tem uma explicação simples... VOCÊ JÁ VIU ELA DANÇANDO NO VÍDEO??? Vi
uma vez só, e foi o suficiente para essa música me deixar “animadinho” só de ouvir. Claro que não preciso contar que tenho CDs dela, isso é segredo. Beeeeeem mais justificável que Paul Young, Tracy Chapman ou George Michael – o que, aliás, me leva à próxima:

3 – George Michael – Careless Whisper

- Já falei que gosto de baladinhas pop? Pois é. Escolhi essa por ser o ápice mela-cueca dele, mas tenho que confessar que tenho o CD DUPLO das melhores desse cara. Pô, “Too Funky” e “Freedom” nem chegam a ser trash, são simplesmente duca! \o/

2 – Trilhas de filmes da Disney – Váááárias

- Além de músicas pop, tenho uma quedinha por músicas de filmes da Disney. Além, é claro
de Lilo e Stitch (que usou Elvis Presley na trilha sonora), eu tenho músicas dede Pocahontas (Color of the Wind), Aladdin até Olá, Amigos, passando por “Branca de Neve” e “O Rei Leão”. Porque ser eclético faz bem.

1 – Menina – Netinho

- Essa TEM que ser a trasheira máster do meu "iPod" (não tenho iPod, na verdade, mas o Brunão disse que pode ser genérico. Eu uso meu celular). E não é o Netinho “COHAB”, é o Netinho “Mila”. Não que isso justifique ou melhore alguma coisa na situação, muito pelo contrário. Mas se é para eu me entregar aos leões, que seja pelas merdas certas, e não por QUALQUER merda por aí (sou seletivo quanto a merdas). Tenho essa música, ouço e canto junto (e tenho plena consciência que com esse post vou perder todos os meus amiguinhos e amiguinhas virtuais. Valeu, Brunão!).


O mais perto que cheguei de ter um iPod foi receber e guardar essa piada por e-mail! ¬¬

No m
eu caso, não sei se teve TANTA graça porque a maior parte das minhas tranqueiras, vocês devem ter percebido, são tranqueira simplesmente por serem mela-cueca e talz. I’m a sucker por baladas bem melosas (mas nem tanto power-ballads – ninguém merece ouvir a voz de palco da broadway do Meatloaf cantando “I would do any-thing-for-love; but I won’t do that” do jeito mais canastrão do mundo), fazeroquê. Claro que ser fã de George Michael e Shakira são coisas que eu não conto pra ninguém, normalmente.

Repasso esse "memememememe" pros miguxos amigos
MoniCake, B., Bê, Tayza, Lara e Júlio (desse eu tenho certeza que vou rir MUITO) e CLARO, sem dúvida, a FELOMENÁSTICA Rapha, e ah, pôrra, pra quem mais quiser fazer - só linka o Brunão e eu que ele precisa de ajuda, tadinho... ele gosta de Mariah Carey e eu idem...

É bom fazer, ou a praga do Bruno vai valer pra vocês também. E tenho dito.